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- O futuro é hoje
- Ortopedia Funcional dos Maxilares
- Síndrome da apnéia obstrutiva do sono - SAOS

 

 

 

 




 

 

 

 

 

O FUTURO É HOJE

Para nós profissionais que cuidamos da saúde, do bem-estar e estética das pessoas temos uma preocupação maior em acertar mais e nos atualizar freqüentemente; levando o que há de melhor na área àqueles que nos procuram tanto na clínica como nas aulas dos cursos de especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM). Com esse propósito estarei neste mês no Congresso Internacional de Odontologia em São Paulo.

Podemos dizer que a OFM como a inteligência artificial, têm caminhado juntas quanto ao desenvolvimento e criação de novos aparelhos e produtos.

Os conceitos e as descobertas na área da neurociência inspiraram os grandes criadores do mundo virtual, como também constitui a base da OFM aplicada nos tratamentos dos desequilíbrios instalados na boca de crianças e adultos em qualquer idade.

Assim, com os estudos por mim desenvolvidos durante o mestrado em Biologia Funcional e Molecular, no Instituto de Biologia da UNICAMP-Campinas, a formação de memória de longa duração depende de estímulos sensoriais de qualidade e intensidade adequadas para levar a transcrição e tradução de determinados genes de expressão imediata, formando assim os traços de memória no cérebro.

A OFM tem como princípio fundamental fazer mudança de postura da mandíbula, dos músculos da mastigação, língua, lábios, dentes, ATMs, etc, conseqüentemente formando “Novos Traços de Memórias” relativos à postura e função dessas estruturas, gradativamente, corrigindo por meio desses estímulos sensoriais as desarmonias crânio-faciais.

Nesse novo ano, sigo o Doutorado na mesma linha de pesquisa, agora investigando os produtos da tradução gênica, determinadas proteínas, que têm a função de aumentar as ramificações e os botões dendríticos, aumentando as sinapses entre neurônios, ou seja, enriquecer o ambiente neuro-encefálico para formar os novos traços de memória.

Assim, podemos traçar um paralelo entre as aplicações clínicas da OFM com o desenvolvimento dos computadores e seus aplicativos.

Estamos caminhando cada vez mais para o mundo eletrônico inspirado e copiado do cérebro humano, fonte inesgotável de possibilidades. Da mesma forma a OFM que atua em linha direta com esse cérebro, poderá avançar largamente no sentido de propiciar ao ser humano muitas soluções que hoje são ainda obscuras.




ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES - OFM

Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) é uma especialidade da Odontologia que soluciona desequilíbrios ósseos, musculares e de funcionamento dos maxilares; alinhamento dos dentes e problemas de ATM (Articulação Temporo Mandibular). Corrige tais disfunções em pessoas de qualquer idade, usando aparelhos removíveis. O tratamento não deve causar dor e é executado sem extração de dentes.

Estes aparelhos produzem estímulos na rede de neurônios sensoriais da boca, que levam a mensagem até o sistema nervoso central que, por sua vez, responde remodelando estruturas ósseas, musculares, articulares e funcionais. Assim, a estética da face e as funções exercidas pela boca são restabelecidas, trazendo de volta o equilíbrio do sistema bucofacial.
Sinais e sintomas observáveis e tratáveis pela OFM: apnéia do sono, bruxismo (ranger de dentes durante o sono), barulho feito pelo maxilar durante a mastigação, dores de cabeça, zumbido no ouvido, dor de ouvido, dores na face ou nos maxilares, queixo saliente, dentes tortos, dentes apinhados, dentes da frente que não se tocam, dentes superiores da frente que cobrem os inferiores ("queixo de bruxa"), dentes salientes ou queixo retraído, mordida cruzada atrás, lábios normais que se mantém abertos, língua entre os dentes da frente, entre outros.

Esta especialidade originou-se na Europa no início do século 20 e apenas no século 21 foi reconhecida no Brasil, apesar de praticada desde a década de 60. O nome OFM foi dado por Viggo Andresen, que por isso é considerado o pai da Ortopedia Funcional dos Maxilares. Posteriormente, mestres como Pedro Planas (Espanha), H.P.Bimler (Alemanha), Klammt, Frankel, Balters, fortaleceram e ampliaram o campo de atuação da OFM criando técnicas específicas.

Por utilizar-se de estímulos neurais a OFM difere fundamentalmente e conceitualmente da Ortopedia Facial (Ortodontia), que usa força mecânica sobre os dentes e ossos por meio de aparelhos fixos como, por exemplo, aparelho de Hyrax.
Os aparelhos usados pela OFM produzem uma adequada estimulação neural que é enviada à região da boca no córtex sensorial, o qual processa o estímulo, e uma resposta de remodelagem é transmitida de volta ao sistema estomatognático (SE). As mudanças que ocorrem no SE são também incorporadas pelo córtexes sensorial /motor e são codificadas como novas memórias de longo prazo, as quais são responsáveis pela manutenção do SE no novo equilíbrio.

Esta intensa plasticidade neural produz remodelagem /crescimento ósseo, inclusive em idade adulta madura, desde que adequadamente estimulada. É o caso do tratamento de mandíbula retraída, mandíbula protruída, expansão de maxila, etc.
O grande avanço recente na neurociência permite visualizar que num futuro próximo poder-se-á entender melhor os sistemas neurofisiológicos que medeiam os tratamentos realizados, levando a OFM a novos patamares de evolução.



SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO - SAOS

Apnéia do sono é caracterizada por paradas repetidas e temporárias da respiração durante o sono, no mínimo durante 20 segundos. Este distúrbio freqüentemente é associado aos roncos.
O ronco é simplesmente a tradução sonora indicando que há uma diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar. Em caso de estreitamento severo, pode ocorrer o fechamento ou colapso da via aérea, resultando na apnéia.

A Hipopnéia é definida como significante diminuição de oxigenação e/ou despertares transitórios.
As apnéias e hipopnéias são classificadas em: Central, Obstrutiva e Mista.
As duas últimas são mais freqüentes e comuns.
Apnéia central: É a menos comum, acontece quando o cérebro deixa de enviar ordem aos músculos do tórax responsáveis pela respiração. Ou seja, a via aérea superior está aberta, mas o tórax não se movimenta. Está freqüentemente relacionada com problemas neurológicos e insuficiência cardíaca congestiva.

A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) ocorre quando o esforço respiratório é iniciado, mas o ar não chega a atingir os pulmões devido a obstrução da via aérea. A passagem do ar pela via aérea se estende desde a nasofaringe (palato duro) até a laringe.

Causas mais comuns:
1- excesso de tecido: hipertrofia de adenóide e amídalas, palato alongado, língua volumosa, e mais raramente presença de cistos e tumores na faringe
2- obesidade (acúmulo de gordura ao redor da faringe)
3- alterações do esqueleto facial (pessoas com queixo e mandíbula pequenos e posteriorizados)

Apnéia mista ocorre quando inicialmente não existe esforço inspiratório, mas, subseqüentemente, quando o esforço é iniciado a apnéia persiste devido ao colapso da via aérea.

Sintomas Físicos
• Ronco Alto
• Hipersonolência diurna
• Sono agitado, geralmente insuficiente (não reparador)
• Hipertensão arterial (pode ser apenas matinal)
• Arritmia cardíaca
• Dor de cabeça matinal
• Impotência sexual
• Refluxo gastroesofágio noturno
Sintomas Psicológicos
• Irritabilidade
• Mudança de personalidade
• Depressão
• Redução da capacidade intelectual
• Dificuldade de concentração

TRATAMENTOS
Tratamentos mais utilizados:
1-Uso de aparelhos odontológicos que reposturam a mandíbula,
2-O CPAP (Continuous positive air pressure), considerado o padrão de ouro no tratamento da apnéia, apesar de eficiente, por suas características físicas é muito incômodo para o paciente.
3-Tratamento de postura e fortalecimento da língua, músculos do palato mole, da faringe e laringe.
Além desses tratamentos, hoje pode se contar com um tratamento de manipulação das regiões neuromusculares do pescoço, face, ombros, costas e peito. Essas manipulações trazem à tona as experiências de “sufoco” vividas pela pessoa em qualquer fase da vida, e que formaram memória de longo prazo em seu cérebro. Com esse trabalho o paciente vivencia-as novamente agora numa nova situação contextual e controlada pela profissional, ocorrendo a extinção dos registros cerebrais antigos, e a consolidando das novas informações em seu cérebro.
Assim o paciente aprende a respirar novamente por meio das memórias novas que foram sendo adquiridas ao longo do tratamento.


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